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Wilians Douglas, Juiz Federal Evangélico e seus artigos no portal VG! confira!

julho 26, 2010 por Franksnei Rangel  
Categoria: Artigos

Assisti Invictus. Gostaria que você e muito mais pessoas tivessem o interesse e a oportunidade de também ver este filme, um belíssimo espetáculo de lição de vida diante das variadas ofertas nas redes de cinema. Vale o esforço.

É claro que não vou contar o roteiro, muito menos falar dos planos de filmagem. Sou um apaixonado por cinema. Até penso em fazer o curso de cinema da UFF (Universidade Federal Fluminense/RJ) no futuro. Por enquanto, deleito-me com certas produções, merecedoras não só de boa bilheteria, admiração do público, prêmios, mas também de artigos disparados mundo afora, como este aqui.

Não tenho como não falar de Clint Eastwood que, mais uma vez, dá provas de sua extrema habilidade, ao dirigir este 32º longa de sua carreira como diretor. Aliás, Invictus é também o oitavo trabalho de Eastwood com o músico Kyle, seu filho. Baseado no livro de John Carlin, foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Direção (Clint Eastwood), Ator (Morgan Freeman) e Ator Coadjuvante (Matt Damon) em 2010 e ainda recebeu duas indicações ao Oscar: Melhor Ator (Morgan Freeman), Melhor Ator Coadjuvante (Matt Damon). Reúno estas informações porque acho interessante adentrar no contexto formador de uma produção tão fascinante, tanto no formato quando no conteúdo.

Mas sobre o que fala Invictus? De um legado nocivo em um país sofrido, de uma esperança trazida da prisão, de um jogo que se torna desafio de superação, de um homem que renovou a África do Sul. O filme fala de Nelson Mandela e de um poema que o ajudou a reter a sanidade, o bem e o perdão, Invictus, escrito pelo escritor britânico William Ernest em 1875.

Um século depois, Mandela lia o poema, aprisionado em Robben Island, onde ficou por quase 27 anos, cumprindo pena de trabalhos forçados, por ter lutado contra o regime do apartheid (Política de segregação racial da África do Sul). Apenas foi libertado em 1990, tornando-se, surpreendentemente, presidente do país em 1994 até o ano 1999. A história deste grande líder da paz você deve conhecer – ou deveria. Fez diferença mesmo no esporte. Mandela foi estratégico ao usar aquilo que mais mobiliza pessoas de todo o mundo, contribuindo para mudar a história do rugby na África do Sul, corroída por segregação racial por quase 40 anos.

Em 1995, com a aproximação da copa do mundo de rugby em plena África do Sul, ainda profundamente dividida entre negros e brancos, Mandela age com sensibilidade e notável inteligência para conduzir os conflitos. Faz do Springboks, a seleção sul africana de rugby, mais que um time. Stop! Se quiser saber como é a história, veja o filme. Lamento, mas não vou cair na armadilha de contar.

Mas faço questão de dividir a grande mensagem de Invictus e suas magníficas palavras: “Não importa o quão estreito seja o portão e quão repleta de castigos seja a sentença, eu sou o dono do meu destino, eu sou o capitão da minha alma”. Quem conhece meus livros, sabe de meus pensamentos acerca da performance de um vencedor diante de portões estreitos, castigos e sentenças. Acredito que a carga emocional contida no poema foi tremendamente forte para fazer com que um homem mantivesse sua integridade em todos os sentidos.

Sim, somos donos de nossas escolhas. Escolhemos vencer ou perder, morrer ou viver. Isto também me faz lembrar de outro filme, “Um sonho de liberdade”, em que um prisioneiro, retido injustamente por mais de 20 anos, dá seu próprio veredito: “Aqui, ou você se ocupa de morrer ou se ocupa de viver. Escolhi ocupar meus dias vivendo”. Mandela fez o mesmo. E por ter conseguido, espalhou esta possibilidade de vida para seu amado país, contrariou as normas dos rancores, os dissabores do passado. Passou com nota mil no teste de Quociente de Adversidade, aquele que mede o quão capazes somos para enfrentar circunstâncias adversas.

Mandela resistiu na prisão e fora dela. Demonstrou que um ser humano não pode ser deformado por suas lutas e fracassos. Em meu livro “A Maratona da vida – um manual de superação pessoal”, escrevo que não é o fraco que sente dor, mas o forte. O fraco recebe o impacto da dor e desiste. O forte prossegue com ela que, por vezes, parece eterna. Mas é o forte quem persiste e vence. Pois bem, os Springboks venceram – e você vai ver o quanto eles sentiram de dor e esforço -, a África do Sul venceu, Mandela venceu.

Não é à toa que este líder tornou-se o político com maior autoridade moral no continente Africano, o que lhe tem permitido desempenhar o papel de apaziguador de tensões e conflitos; ganhou centenas de prêmios, como o Nobel da Paz, recebido em 2002. Quando se fala dele, a gente estremece.

Na verdade, anseio que mais pessoas o conheçam, passem a ver filmes assim como um upgrade pessoal, aquisição de maturidade emocional. Mas sei que, infelizmente, muitos estão ocupando-se com investimentos bem menores, focados em leituras fracas, entretenimentos sem conteúdo. É a retroalimentação do mundo.

Para os interessados em algo mais produtivo e que FAÇA VIVER, eu espero que assim como foi para Mandela, que este poema torne-se nosso constante companheiro durante a desafiadora maratona da vida.

(O poema “Invictus” pode ser lido no site www.williamdouglas.com.br)

Adoração: mais do que música

julho 16, 2010 por Wesley Fernandes da Silva  
Categoria: Artigos

Meu papel como líder de louvor carrega uma grande responsabilidade, e isso requer que meu coração esteja em um lugar de adoração antes da manhã de domingo. No entanto, assim como todas as pessoas, eu lido com as alergias, impostos, contas e as necessidades emocionais da minha família.

Tenho buscado cultivar a adoração em minha família ao longo dos anos, examinando minha própria caminhada com Deus e me perguntando se sou um adorador autêntico que serve de modelo para os meus filhos. Estou perfeitamente consciente de que muitas vezes a próxima geração olha para a anterior e aponta para as evidentes contradições espirituais.

Dia-a-dia, eu olho para as oportunidades de assinalar a mão de Deus, em um sol glorioso, a formação das nuvens ou um animal no quintal. Eu encorajo a minha família a apreciar a beleza do momento e se conectar nesse momento ao Criador por trás dele.

Às vezes nós tocamos violão ou sentamos ao piano e cantamos juntos. Às vezes, cantamos corinhos de adoração e, às vezes cantamos músicas do rádio. Quando adoramos a Deus com a música, nós estamos usando simplesmente uma ferramenta para nos ajudar a conectar a um Deus vivo. Os Salmos fornecem todos os tipos e formas em que podemos demonstrar ou expressar a nossa adoração, tais como cantar, bater palmas, ajoelhar, dançar e tocar instrumentos musicais.

No entanto, a adoração é muito mais do que 20 minutos de cânticos em um culto na igreja. O modelo que eu tento passar para a minha família e igreja é que a adoração tem mais a ver com o relacionamento do que com música. É impossível adorar um Deus vivo – o sacrifício de nossos corpos, emoções, mente e coração – e não afetar todos os nossos relacionamentos.

É claro que eu passo por estações quando a vida é dura e os relacionamentos são difíceis. Em alguns domingos, estou diante de minha igreja apenas com os movimentos. Mas eu não posso fazer isso por muito tempo.
Não podemos mais separar a adoração do relacionamento como não podemos separar a intimidade de um casamento saudável. Assim como poços de intimidade a partir do respeito mútuo e amor no casamento, nasce a adoração de um coração rendido e grato.

Tenho pouca paciência com a ingratidão. Recordo a minha família diariamente como somos abençoados. Salmo 103:2 diz melhor: “Louvai ao Senhor, ó minha alma, e não te esqueças de seus benefícios.” Lembrando que as bênçãos de Deus é a chave para um coração adorador – um coração que deseja viver uma vida de adoração através do canto, servindo, amando e obedecendo.

Podemos decidir fazer essas coisas e deixar esse fluir afetar os outros. Nosso exemplo vai lembrar aqueles que nos rodeiam que existe um Deus que vale a pena conhecer e que fomos criados para Seu prazer e propósitos. Nesse sentido, todos nós podemos ser líderes de louvor e gratos por praticar a caminhada em comunhão com Deus.

Este artigo apareceu pela primeira vez em maio de 2008 da revista (Focus on the Family). Copyright © 2008
Paul Baloche.

Fonte: www.leadworship.com/blog/

Estresse no ministério pastoral: saiba como evitar

julho 9, 2010 por Wesley Fernandes da Silva  
Categoria: Artigos

Quem nunca teve um dia de estresse no trabalho? Quando este tema vira rotina e os sintomas se tornam crônicos é preciso ficar em alerta. Quando o assunto é o estresse em clérigos(as) é mais grave ainda porque estes se sentem responsáveis por uma gama de atividades e funções. Quando não dá para desempenhar todas as funções, automaticamente surge a cobrança pessoal. Se o trabalho se transforma em um tormento, você pode estar sofrendo a Síndrome de Burnout, um distúrbio psíquico causado por esgotamento físico e mental intenso associado ao trabalho. Isso sugere que quem tem esse tipo de estresse sente-se consumido física e emocionalmente, e começa a apresentar comportamento agressivo e irritado.

A matéria que você está lendo se refere ao estresse na vida dos clérigos(as). Para tal, a redação do Expositor procurou o psicólogo e pastor, Cesar Roberto Pinheiro que fez seu mestrado na PUC - Campinas. O pastor Cesar entrevistou 74 pastores(as) da 3ª Região Eclesiástica para chegar aos dados precisos do nível de estresse em clérigos(as) metodistas. O resultado do nível de estresse das pessoas pesquisadas foi maior, percentualmente, que o nível da população de São Paulo, ou seja, 50 por cento para os pastores(as) e 35 por cento para São Paulo. Isso é preocupante! Também procuramos o pastor e psicólogo, Josias Pereira, que tem uma ampla experiência em psicologia clínica e pastoral e, por fim, o ex-professor titular da faculdade de teologia e pastor aposentado, Rev. Ronaldo Sathler Rosa, por agregar uma larga experiência na área do cuidado pastoral.

Na pesquisa realizada pelo pastor Cesar, ele identifica que os pastores em geral têm uma grande dificuldade para lidar com esse tipo de tensão, pois o trabalho pastoral “constituiui-se em um dos mais polêmicos da sociedade, exigindo um conjunto de qualidades e responsabilidades às vezes, muito acima do que é exigido em outras profissões como, por exemplo: integridade ética e moral; equilíbrio emocional em todos os momentos; conduta exemplar; conhecimento em diversas áreas (musical, administrativa, legal, relacional); dedicação exclusiva; proximidade relacional (costuma-se dizer no meio eclesial metodista que ‘o pastor/a precisa ser um amigo/a’); saúde física plena (‘o/a pastor/a não pode ficar doente’); e senso de empatia”.

Destaque

O serviço pastoral, então, gera estresse? Ao citar alguns pesquisadores da área do estresse ocupacional, Cesar Pinheiro, afirma que “qualquer tipo de trabalho possui agentes potencialmente estressores para o indivíduo”. Nesse sentido, “o trabalho pastoral também está sujeito ao estresse. Os dados obtidos indicam que 50 por cento da população pastoral metodista [dentre 74 clérigos(as) entrevistadas], tende a estressar-se no exercício do ministério. Este percentual obtido é sobremaneira elevado, considerando-se dados de pesquisas recentes sobre o tema. De acordo com o estudo realizado pela Dra. Marilda Lipp, do Laboratório de Estudos Psicofisiológicos de Stress, da PUC-Campinas, a média do nível de stress na cidade de São Paulo é de 35 por cento. Logo a presença de estresse na amostra pesquisada encontra-se significativamente acima da média da população geral de São Paulo, e isto é muito preocupante”.

Vale ressaltar, também, a orientação do psicólogo Josias Pereira: “uma pessoa estressada afeta as outras com as quais convive dispersando o seu mal estar entre os demais, pois o relacionamento inter e intrapessoal é altamente afetado”, portanto, o estresse pode interferir no lar.

Período mais estressante

Para Cesar o período mais estressante no ministério está entre os primeiros cinco anos. Ele afirma: “De acordo com minha pesquisa, os primeiros 5 anos do ministério pastoral tendem a ser os mais estressantes. Dentre a amostra estudada, 50 por cento relatou que os primeiros cinco anos foram os mais estressantes no ministério pastoral.

Cabe destacarmos ainda que a parte do grupo (17 por cento) referiu o período entre 6 e 10 anos como o mais estressante do seu ministério”. Para Josias Pereira, sua experiência pastoral e psicológica indica que não é somente no início do ministério que o estresse atinge o pastor(a), mas também quando se aproxima da aposentadoria: “a rigor não podemos definir no início do ministério, pois tudo depende muito das condições pessoais e circunstanciais, bem como das contingências. No entanto, a experiência indica que é mais provável nos primeiros anos de ministério e nas proximidades da aposentadoria, talvez pela insegurança do porvir, que também se apresentam com freqüência em outras atividades”, e acrescenta: “quanto maior convicção do chamado divino, menor é o risco de estresses, pois o principal fator determinante são os conflitos de valores, embora esteja sempre inconsciente, pois quando conscientizados os sintomas podem a ser resolvidos”.

Também nesse sentido é reveladora a pesquisa de Roseli Margareta K. de Oliveira que aponta em sua dissertação de mestrado, numa pesquisa envolvendo 38 pastores da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB) que, o nível de estresse está presente nos primeiros cinco anos do ministério, inclusive alguns dos pastores entrevistados pela pesquisadora, já se encontram com a síndrome de Burnout, ou como define o psicólogo Josias Pereira, “o esgotamento nervoso”. Se você é uma pessoa extremamente exigente e perfeccionista e que não mede esforços para atingir bons resultados, é preciso tomar cuidado, pois essas pessoas são as mais vulneráveis à síndrome.

Sintomas com maior frequência

Os sintomas mais presentes de acordo com Cesar Pinheiro são definidos da seguinte forma: “sintomas físicos, por exemplo, dores de cabeça, boca seca, tensão muscular entre outras; sintomas psicológicos: ansiedade, vontade de fugir de tudo, hipersensibilidade emotiva…; sintomas físico-psicológicos (quando os anteriores estão presentes). Desta forma ao verificarmos a prevalência de sintomas, descobrimos que 48,65 por cento do grupo com estresse, apresentou sintomas psicológicos (com predominância entre as mulheres), 37,84 por cento, sintomas físicos e 13,51 por cento, estavam entre aqueles com ambos os sintomas. Um detalhe significativo é que, dentre as mulheres participantes da pesquisa, o segmento das clérigas casadas revelou maior índice de estresse (78,5 por cento) em relação às clérigas solteiras (45,45 por cento)”.

Para Josias Pereira pode-se considerar “os sintomas em função de suas conseqüências, isto é, há manifestações somáticas que são graves, porém, não apresentam urgência, pois suas conseqüências ocorrem a longo prazo, tais como fenômenos digestivos ou dermatológicos e outros tantos. Já as agudas são as crises circulatórias ou cardíacas, são os casos de AVC’s (acidente vascular cerebral, isto é, derrame cerebral ou infarto cerebral) que exigem atendimento com muita urgência, pois qualquer demora pode ser fatal”. Entretanto, ressalta o pastor, “é bom saber que para todos estes casos a prevenção ainda é o melhor remédio”.

Principais estressores ocupacionais em clérigos(as)

A pesquisa realizada pelo psicólogo Cesar Pinheiro revela dados surpreendentes, pois os maiores estressores em clérigos(as), os três mais importantes foram: “preocupação com a educação dos filhos frente às mudanças de residência; ter que sujeitar ao processo de nomeação pastoral e, por fim, ter que negociar os subsídios pastorais com a administração da Igreja”. Além do mais, as mulheres casadas tiveram um maior índice de estresse, possivelmente, “por estar relacionada aos múltiplos papéis sociais que elas precisam assumir, principalmente com respeito à vida pessoal”, conclui Cesar.

Acúmulo de funções também pode ser uma fonte de estresse, pois mesmo que a pessoa dê conta de realizar os trabalhos que lhe são designados, “quando ele não é reconhecido, a satisfação acaba se transformando em compulsão. Isso leva ao esgotamento, depressão ou transtornos ansiosos”, como define a psicóloga Fernanda Elpes Nakao em uma entrevista na Revista Vida e Saúde em setembro de 2009.

Dicas de como prevenir o estresse

Existem meios de prevenir o estresse? O pesquisador Cesar Pinheiro dá algumas dicas: “É preciso considerar alguns aspectos importantes no controle e prevenção do estresse: alimentação, descanso, exercícios físicos, apoio psicológico e o cuidado pastoral”. Cesar afirma, ainda, que “a fé é um aliado poderoso no processo de enfrentamento do stress”.

O professor Ronaldo Sathler Rosa afirma que “a prática rotineira de atividades físicas, devidamente orientadas e ajustadas à condição particular de cada um, é fator positivo para a eliminação de cansaços desproporcionais e para o equilíbrio da personalidade. A vida sedentária atinge, obviamente, o humor, a vitalidade, e pode comprometer o exercício prudente e responsivo do ministério pastoral”. O professor lembra ainda que “em nossa cultura brasileira os homens, em geral, não dão muita importância ao aspecto preventivo para o seu próprio bem-estar integral. O ‘cuidar de si’, tanto corretiva como preventivamente, é condição para ‘cuidar de outrem’ por meio do cuidado pastoral”.

Sathler conclui que outro fator que contribui para que não se dê maior atenção à saúde entre pastores, “é a ausência de uma Teologia da Saúde: a saúde considerada como inserida na mensagem cristã da salvação. Não se restringe, portanto, às curas das patologias individuais e da sociedade. A mensagem da salvação visa à criação de novo modo de vida, de renovação da mente, de novas atitudes em linha com os ensinamentos das Escrituras. Uma causa provável da pouca atenção da teologia sobre a saúde, deve-se à ênfase unilateral na ‘união da alma com Deus’. O corpo, é, então, ignorado. Sofre a alma com o corpo danificado; sofre o corpo com a alma ferida!”.

Algumas regrinhas básicas para evitar o estresse:

Peça ajuda para resolver os problemas; fragilidades? Não tenha medo ou receio de expô-las; repense se você é uma pessoa perfeccionista. Ninguém consegue ser perfeito em tudo e controlar todas as situações; jamais se sobrecarregue, delegue funções; mantenha organizada sua rotina de trabalho, como por exemplo, horários para ler e responder e-mail’s, estudo, visitação, separe a sua folga pastoral para a família; desfrute do lazer, atividade física e vida social. Enfim, a vida de qualquer pessoa, independente de ser clérigo(a) ou não, precisa de um equilíbrio entre o prazer e as obrigações. Essa seria, em nossa conclusão, o segredo para uma vida saudável, tanto pastoralmente profissional como pessoal.

Pr. José Geraldo Magalhães Jr.

Fonte: Revista Metodista
Postado por: Felipe Pinheiro

Via: www.guiame.com.br

Acabou o patriotismo?

julho 6, 2010 por Wesley Fernandes da Silva  
Categoria: Artigos

Por Renato Vargens
Duas horas depois da seleção brasileira ter sido eliminada pela Holanda nas quartas de finais da Copa do Mundo da África do Sul, saí a rua. O clima na cidade era de extrema desilução, o que nitidamente se percebia no semblante das pessoas. No entanto, o que mais me chamou a atenção, foi o fato de ver a população recolhendo dos lougradores públicos suas faixas, bandeiras e cartazes numa clara demonstração de que o patriotismo acabou.

Ué? Cadê a paixão pelo Brasil? Por acaso não eram estes que há pouco cantavam sua paixão pela pátria com muito orgulho e muito amor? O que será que aconteceu com o patriotismo tupiniquim? Será que se mudou para Amsterdã?

Caro leitor, infelizmente o povo brasileiro só demonstra amor pelo seu país em época de Copa do Mundo, o que demonstra nitidamente um enorme descaso por parte da maioria da população para com os rumos sociais, econômicos e politicos deste imenso país.

Isto posto, gostaria de lembrar àqueles que “não desistem nunca”, de que este ano é ano de eleição, e como tal somos responsáveis em eleger representantes honestos e decentes para os mais diferentes cargos públicos da nação. Sem a menor sombra de dúvidas esse deveria ser o momento em que toda população brasileira deveria imbuir-se de patriotismo, conduzindo aos palácios, assembléias legislativas e Congresso Nacional , pessoas capazes de dar ao Brasil o verdadeiro título de campeão

Que Deus nos ajude.

Qual será a seleção campeã da Copa da Africa? VOTE!

junho 20, 2010 por Franksnei Rangel  
Categoria: Artigos

“Em que se Ocupava Deus antes de Criar o Mundo?”

junho 16, 2010 por Patrick Cecílio  
Categoria: Artigos

Autor(a): REV. JOSIVALDO DE FRANÇA PEREIRA Pastor da I. Presbiteriana do Brasil. Bacharel em Teologia pelo STP – SP e Doutorando em Ministério pelo Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper – SP. E-mail: josivaldofpereira@hotmail.com

Esta, que para muitos parece uma pergunta sem sentido, tem acompanhado a história teológica da Igreja Cristã durante séculos. Agostinho, que viveu na 2ª metade do século IV e mais de ¼ do século V, fez citação dela. Não se sabe exatamente quando surgiu esse questionamento. Boa parte dos teólogos sistemáticos, como Louis Berkhof e Charles Hodge, faz menção dessa pergunta em seus respectivos tratados. Separamos as respostas de Agostinho, Calvino e Moltmann por serem bem distintas uma da outra. Todos os demais estudiosos vão se aproximar, a priori, de um ou de outro desses três nomes. • A resposta de Agostinho Agostinho (354-430) observa: “Eis como respondo a quem pergunta: ´Que fazia Deus antes de criar o céu e a terra?´ Não vou responder como aquele que, segundo se narra, respondeu, contornando com gracejo a dificuldade da pergunta: ´Deus preparava o inferno para aqueles que perscrutam estes mistérios´. Não vou responder assim, porque uma coisa é procurar compreender, outra é querer brincar… ´Antes de criar o céu e a terra, Deus não fazia nada´. Pois, se tivesse feito alguma coisa, o que poderia ser, senão uma criatura? Oxalá pudesse saber tudo o que importa conhecer, como estou certo de que não havia nenhuma criatura antes da primeira criatura!”. Segundo Agostinho, se Deus fizesse alguma coisa, logo estaria criando. Uma resposta deveras interessante que nos leva à reflexão. • A resposta de João Calvino Calvino (1509-1564) é menos radical que Agostinho no uso da ilustração. Enquanto há ausência de brincadeira na resposta deste, a pergunta supracitada é respondida com um toque de humor por parte daquele, sem perder a reverência. A única ilustração de Calvino nas Institutas é exatamente esta: Um piedoso ancião foi indagado com maledicência: “Do que se ocupava Deus antes de criar o mundo?”, a resposta veio rápida e certeira: “Em preparar o inferno para os curiosos”. Calvino prefere evitar um confronto direto. Segundo ele, essa advertência, não menos grave que severa, deve refrear nosso apetite imoderado, que incita muitas pessoas a especulações nocivas e prejudiciais. Calvino ensinou que nunca devemos ir além do que as Escrituras nos têm revelado. • A resposta de Jürgen Moltmann Para Moltmann (1926-), a pergunta: “O que fez Deus antes da criação do mundo?” não é uma indagação sem sentido. Segundo ele, essa pergunta deve ser respondida da seguinte forma: “Antes da criação do mundo, Deus decidiu tornar-se seu criador, a fim de glorificar-se em seu Reino”. Minha dificuldade com a resposta de Moltmann é: O Deus que criou todas as coisas em apenas seis dias levaria tanto tempo para decidir tornar-se criador dos céus e da terra? Por que Deus adiaria tanto a criação? E mesmo que no período “pré-criação” Deus estivesse planejando o que fazer, faria ele uso de toda a eternidade para planejar a criação do universo?

CRISTÃO EXTRAVAGANTE

junho 16, 2010 por Wesley Fernandes da Silva  
Categoria: Artigos

Diante de inúmeros termos que se tornaram comuns no meio evangélico atual, um que se há de destacar é o da ?adoração extravagante?. Muito se tem falado e escrito sobre esse tema. Meu intuito aqui é refletir e propor um entendimento diferente e mais amplo.

Por certo a vida cristã é constituída de inúmeros aspectos que precisam ser observados, tais como a devoção diária, a meditação na Palavra, o louvor, a ação de graças, a adoração, a oração, a comunhão com o Corpo, e muitos outros. Porém, a partir do momento que elegemos e vivenciamos um desses aspectos de uma forma mais preponderante, naturalmente outros podem ser relegados a um plano inferior, e com o tempo acabam sendo esquecidos e até mesmo depreciados. Na verdade, o bom-senso e a coerência cristã nos levam a buscar o equilíbrio valorizando tudo aquilo que é importante e essencial.

Quando falamos em ?extravagante? normalmente associamos com algo fora-do-comum, algo que vai além do normal, e num certo sentido excêntrico. Pode ser algo bem peculiar àquela pessoa, e representar uma expressão saudável de todo o ser do cristão. Ou não!

Como estudioso da alma humana, entendo que torna-se imperioso diferenciar aquilo que é salutar, que beneficia, que acrescenta, que edifica, que aumenta nossa percepção, que nos remete a uma vida de mais coragem, sim, há de se diferenciar de atos que sejam frutos de obsessão, de gestos vazios, de doença da alma, de alienação em relação à vida. A nossa proximidade de Deus sempre nos leva a um nível de maior desenvoltura, maior conscientização e compromisso. A espiritualidade sempre acrescenta, e não subtrai.

Na verdade, a vida cristã não pode sofrer de nenhuma forma de ?reducionismo?, ou seja, não se pode decompor o todo da riqueza da expressão de fé cristã e conceder-se a uma de suas partes mais atenção e valor que a realidade total. Por isso, mais importante que ser um ?adorador extravagante? é ser um cristão com todas as implicações a que isso remete. E se for um cristão ?extravagante?, no sentido de que foge do lugar comum dos modelos ?insosso-gospel? existentes, melhor!

Vejo na Parábola do Samaritano (?bom samaritano? é um termo preconceituoso), contada por Jesus (Lc 10.25-37), um ensino para compreendermos a adoração a serviço da vida e não como um ?momento? a ser vivenciado dentro do templo.

Historicamente os samaritanos pertenciam ao reino israelita do norte que caiu ante o império assírio em 722 a.C., e a mistura gradual com povos colonizadores foi alterando paulatinamente a atitude e a adoração do povo. Ou seja, para um judeu, era muito claro que um samaritano não era capaz de adorar a Deus ?corretamente?. E quando Jesus começa a desfilar os personagens que passaram diante daquele homem caído e machucado por salteadores, era presumível aos que ouviam a parábola, que o levita e o sacerdote socorreriam o pobre homem. Era de se esperar que a visão do sofrimento humano tocaria fortemente aquelas figuras religiosas cujas funções os colocavam como irreputaveis.

Sacerdotes e levitas tinham seus deveres específicos no templo, aos quais sem dúvida, incluía a adoração. Talvez eles estivessem apressadamente vindo de Jerusalém para Jericó após o trabalho do templo. Já quanto ao samaritano, ele era considerado de antemão um desqualificado, um despreparado, alguém que não saberia como adorar a Deus verdadeiramente, pois ele não tinha nem a ?técnica?, nem a paixão, nem o conhecimento necessário para isso.

Mas, surpreendentemente foi aquele piedoso samaritano que trouxe uma preciosa lição aos religiosos da época e a nós. Ele não só se condoeu, como socorreu, como transportou e ainda deixou dinheiro na hospedaria para os gastos que viessem a ter com o ferido. Podemos dizer, pela narrativa da parábola, que ele teve:

1.    coração compassivo;
2.    prestou socorro;
3.    o cansaço do transporte do ferido;
4.    cuidados para providenciar as necessidades posteriores.

Tudo isso, percebe-se, que foi emanado de um coração verdadeiro. Podemos dizer que o amor ao próximo ensinado por aquele homem não foi calculista nem mesquinho, mas totalmente extravagante e abundante! O samaritano não estava procurando cumprir um dever, nem estava se mostrando a ninguém, simplesmente ele deu-se inteiro. Eu até ousaria chamar de a ?parábola do samaritano extravagante?. Salta aos olhos a ?extravagância? de sua compaixão, assim como salta aos olhos a ?pressa? do levita após a sua adoração.

Uma pergunta deve ser feita aqui: naquele dia, de onde surgiu a adoração extravagante ao Senhor? Naquele dia, quem O adorou em espírito e em verdade?

Albert Schweitzer, teólogo, médico, missionário, organista intérprete de Bach, é um dos nomes mais respeitados do cristianismo moderno pelo seu trabalho de amor, cuidado e dedicação na África junto aos nativos, pela construção de um hospital, pelos seus tratados teológicos e composição de hinos. Seria inteiramente despropositado e sem sentido perguntar-se de que forma Schweitzer adorava a Deus, se esparramava-se pelo chão, se tinha fortes emoções, se dedicava minutos ou horas adorando….. Na verdade sua vida toda foi uma adoração. E que adoração extravagante e agradável a Deus!

Ser um cristão extravagante pode levar muitos a imaginarem coisas esquisitas tais como o monge medieval que ao converter-se prometeu nunca mais comer carne saborosa, ou aquele outro que isolou-se numa caverna no alto da montanha e nunca mais saiu de lá. Conheci um homem que levou sua família ao restaurante, e sentaram-se todos à mesma mesa. Ele, então, chamou o maitre e pediu-lhe que a música ambiente fosse desligada pois ele iria orar agradecendo pelo alimento. Sem dúvida, uma atitude extravagante, mas ao mesmo tempo presunçosa.

Na vida do cristão primitivo vemos que a adoração não se prende mais ao templo, não se detém no horário do culto, não termina após a performance no palco…. agora ela expande-se para a própria vida. O lugar por excelência do cristão não se restringe nem ao culto, nem à igreja, nem a um evento especial. Esse lugar agora é o mundo, é a vida. Não se pode reduzir a vida do cristão à vida eclesial.

A verdadeira adoração é mais que gestos, posturas, e emoções diversas. Ela desenvolve a fé, gera força para viver, confere a nós uma alma grata e consciente da nossa dependência Àquele que cuida de nós. Penso que se a adoração extravagante não gerar uma vida cristã igualmente ?além-do-normal?, ela se tornará vazia, mostrar-se-á oca, descompromissada, presa ao êxtase da transfiguração e desvinculada da vida ?cá embaixo?.

Esparramar-se e quebrantar-se diante do Senhor hoje significa andar com Deus, significa derramar a alma e o coração na confiança, no amor e no desejo de não colocar nenhuma barreira, nenhum senão, nenhum obstáculo entre nós e Jesus. Significa vivenciar um amor irrestrito a Ele, deleitar-se com a Sua Palavra, embeber-se dela, ?embriagar-se? do Espírito para falar com profusão das maravilhas de Deus. É esbanjar confiança na Graça de Deus.

Mais que adoradores, queremos ser cristãos verdadeiros que compreendem que sua adoração extravagante consiste em quebrar o alabastro de sua vida e permitir que o bom perfume de Cristo inunde a Terra.

Daniel Rocha
Pastor metodista, e psicólogo
dadaro@uol.com.br

Vencendo a Vida

junho 2, 2010 por Franksnei Rangel  
Categoria: Artigos

Assisti Invictus. Gostaria que você e muito mais pessoas tivessem o interesse e a oportunidade de também ver este filme, um belíssimo espetáculo de lição de vida diante das variadas ofertas nas redes de cinema. Vale o esforço.

É claro que não vou contar o roteiro, muito menos falar dos planos de filmagem. Sou um apaixonado por cinema. Até penso em fazer o curso de cinema da UFF (Universidade Federal Fluminense/RJ) no futuro. Por enquanto, deleito-me com certas produções, merecedoras não só de boa bilheteria, admiração do público, prêmios, mas também de artigos disparados mundo afora, como este aqui.

Não tenho como não falar de Clint Eastwood que, mais uma vez, dá provas de sua extrema habilidade, ao dirigir este 32º longa de sua carreira como diretor. Aliás, Invictus é também o oitavo trabalho de Eastwood com o músico Kyle, seu filho. Baseado no livro de John Carlin, foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Direção (Clint Eastwood), Ator (Morgan Freeman) e Ator Coadjuvante (Matt Damon) em 2010 e ainda recebeu duas indicações ao Oscar: Melhor Ator (Morgan Freeman), Melhor Ator Coadjuvante (Matt Damon). Reúno estas informações porque acho interessante adentrar no contexto formador de uma produção tão fascinante, tanto no formato quando no conteúdo.

Mas sobre o que fala Invictus? De um legado nocivo em um país sofrido, de uma esperança trazida da prisão, de um jogo que se torna desafio de superação, de um homem que renovou a África do Sul. O filme fala de Nelson Mandela e de um poema que o ajudou a reter a sanidade, o bem e o perdão, Invictus, escrito pelo escritor britânico William Ernest em 1875.

Um século depois, Mandela lia o poema, aprisionado em Robben Island, onde ficou por quase 27 anos, cumprindo pena de trabalhos forçados, por ter lutado contra o regime do apartheid (Política de segregação racial da África do Sul). Apenas foi libertado em 1990, tornando-se, surpreendentemente, presidente do país em 1994 até o ano 1999. A história deste grande líder da paz você deve conhecer – ou deveria. Fez diferença mesmo no esporte. Mandela foi estratégico ao usar aquilo que mais mobiliza pessoas de todo o mundo, contribuindo para mudar a história do rugby na África do Sul, corroída por segregação racial por quase 40 anos.

Em 1995, com a aproximação da copa do mundo de rugby em plena África do Sul, ainda profundamente dividida entre negros e brancos, Mandela age com sensibilidade e notável inteligência para conduzir os conflitos. Faz do Springboks, a seleção sul africana de rugby, mais que um time. Stop! Se quiser saber como é a história, veja o filme. Lamento, mas não vou cair na armadilha de contar.

Mas faço questão de dividir a grande mensagem de Invictus e suas magníficas palavras: “Não importa o quão estreito seja o portão e quão repleta de castigos seja a sentença, eu sou o dono do meu destino, eu sou o capitão da minha alma”. Quem conhece meus livros, sabe de meus pensamentos acerca da performance de um vencedor diante de portões estreitos, castigos e sentenças. Acredito que a carga emocional contida no poema foi tremendamente forte para fazer com que um homem mantivesse sua integridade em todos os sentidos.

Sim, somos donos de nossas escolhas. Escolhemos vencer ou perder, morrer ou viver. Isto também me faz lembrar de outro filme, “Um sonho de liberdade”, em que um prisioneiro, retido injustamente por mais de 20 anos, dá seu próprio veredito: “Aqui, ou você se ocupa de morrer ou se ocupa de viver. Escolhi ocupar meus dias vivendo”. Mandela fez o mesmo. E por ter conseguido, espalhou esta possibilidade de vida para seu amado país, contrariou as normas dos rancores, os dissabores do passado. Passou com nota mil no teste de Quociente de Adversidade, aquele que mede o quão capazes somos para enfrentar circunstâncias adversas.

Mandela resistiu na prisão e fora dela. Demonstrou que um ser humano não pode ser deformado por suas lutas e fracassos. Em meu livro “A Maratona da vida – um manual de superação pessoal”, escrevo que não é o fraco que sente dor, mas o forte. O fraco recebe o impacto da dor e desiste. O forte prossegue com ela que, por vezes, parece eterna. Mas é o forte quem persiste e vence. Pois bem, os Springboks venceram – e você vai ver o quanto eles sentiram de dor e esforço -, a África do Sul venceu, Mandela venceu.

Não é à toa que este líder tornou-se o político com maior autoridade moral no continente Africano, o que lhe tem permitido desempenhar o papel de apaziguador de tensões e conflitos; ganhou centenas de prêmios, como o Nobel da Paz, recebido em 2002. Quando se fala dele, a gente estremece.

Na verdade, anseio que mais pessoas o conheçam, passem a ver filmes assim como um upgrade pessoal, aquisição de maturidade emocional. Mas sei que, infelizmente, muitos estão ocupando-se com investimentos bem menores, focados em leituras fracas, entretenimentos sem conteúdo. É a retroalimentação do mundo.

Para os interessados em algo mais produtivo e que FAÇA VIVER, eu espero que assim como foi para Mandela, que este poema torne-se nosso constante companheiro durante a desafiadora maratona da vida.

(O poema “Invictus” pode ser lido no site www.williamdouglas.com.br)

CONFIRA TODAS AS SEXTAS FEIRAS OS ARTIGOS DE WILIAM DOUGLAS, JUIZ FEDERAL EVANGÉLICO!

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O quanto de Boris existe em você?

maio 24, 2010 por Franksnei Rangel  
Categoria: Artigos

Após ouvir lixeiros desejarem “feliz 2010″, Boris Casoy disse “… que m—-, dois lixeiros desejando felicidades do alto de suas vassouras… (risos) … dois lixeiros… o mais baixo da escala do trabalho.” O episódio chocou. As reações que está sofrendo são exageradas? Ou ele as merece? Os lixeiros desejaram a todos (inclusive a ele, portanto) “paz, saúde, dinheiro, trabalho” e o que se seguiu foi, usando sua terminologia, “uma vergonha”.

O pedido de desculpas, protocolar, não teve eficácia, talvez até o contrário. A oposição entre a imagem do apresentador e o comentário em off, revelador de uma visão elitista e preconceituosa, frustrou a ideia de respeito a todos e ao telespectador (imaginem o filho de um gari ouvindo isso). A rudeza dos comentários não se resolve por ter sido um acidente e não é fácil pedir desculpas pelo que se é ou pensa. Contudo, até que ponto a diferença entre nós e o Boris reside apenas no azar que ele deu pelo vazamento? O quanto de Boris existe em cada brasileiro?

Quando alguém se refere ao ponto “mais baixo na escala do trabalho” pode estar se referindo ao conteúdo moral ou social da atividade (como, por exemplo, criticar o tráfico ou a agiotagem), pelos riscos ou pela remuneração reduzida. A atividade de lixeiro não é nociva à sociedade. Nocivo seria, para a saúde e meio ambiente, que eles não atuassem. Como o risco não é tão grande, por eliminação, resta a remuneração. E aí reside um preconceito que resiste: julgar a dignidade das pessoas, ou das profissões, de acordo com sua remuneração. Há que se reconhecer que nem sempre existe equilíbrio entre a importância social de uma função e os ganhos que esta proporciona. E não se pode confundir o desejo de melhorar de vida ou ganhar mais, e a admiração por quem logra isto, com uma postura de menoscabo com as funções menos rentáveis.

Todo trabalho é digno. O que existe, em cada ofício, são pessoas que agem bem e outras não. Existem servidores públicos, CEO”s, lixeiros, jornalistas e juízes dignos e indignos, o que se define pela forma como exercem sua atividade. Mais que isso, Jesus dizia que “a vida do homem não consiste na abundancia dos bens que possui”.

Se você, leitor, julga alguém melhor ou pior levando em consideração o quanto a pessoa ganha, ou como se veste, ou onde mora, é preciso reconhecer que em você há, escondido, um pouco desse lado sombrio que o Boris revelou ter. Talvez o lado positivo desse episódio seja a reflexão sobre até que ponto ele não revela nossos preconceitos em off.

Camila Pitanga, que faz o papel de uma faxineira na novela global, afirmou que anda pelo estúdio sem ser cumprimentada quando está com os trajes da personagem. Feliz pelo papel ser convincente, não deixou de anotar como é estranho ficar “invisível”, Esse fenômeno já foi objeto de estudo por um professor da USP que, vestido de faxineiro, ficou “invisível” na universidade, por anos. Em suma, quem deixa de ver o faxineiro, não deixa de ter seu lado Boris. Não que o Boris seja de todo mal, ele não é. Ninguém é. Somos todos humanos, com nossos lados luminosos e sombrios.

Boris também errou ao analisar a função de lixeiro. Os “‘garis” são figuras simpáticas à população, vivem de bom humor e, ao lado dos carteiros, têm índices de aprovação e confiança que fazem corar os Poderes, a igreja e a imprensa. Infelizmente, estas instituições não são eficientes para limpar seus respectivos “lixos” como os garis o são com o lixo que lhes cabe. Por fim, não esquecer que – com seu jeito e ginga – um gari ilustra o vídeo institucional da bem sucedida campanha “Rio 2016″. No Rio, os concursos para gari são concorridíssimos.

Certa vez, fui a uma festa na casa de um Procurador do Ministério Público do Trabalho (negro e onde grande número de convidados eram afrodescendentes). Fui com meus dois filhos e a babá do mais novo. Ela, negra, não está acostumada a ir a festas com tantas pessoas da sua cor. Em restaurantes e colégios caros, só para dar dois exemplos, é raro encontrar pessoas negras. Depois da festa, perguntei à babá o que ela achou e sua resposta foi: “Achei muito diferente, Dr. William. As pessoas olhavam para mim!”. De fato, quem reparar vai ver quantos ignoram os trabalhadores mais humildes, quando não chegam a destratá-los. Naquele ambiente raro, a jovem experimentou a “não invisibilidade”.

E você, leitor? Cumprimenta seu lixeiro? O garçom? A babá da vizinha? O porteiro? Você os vê? Aquele áudio procura você. Se você se julga, ou julga os outros, por quanto ganha, por qual carro tem, ou se não tem um, então o episódio pode revelar esse lado do Boris em seu cotidiano. Melhor que apenas discutir o que fez o Casoy é também questionarmos até que ponto reconhecemos o valor de todo e qualquer trabalho honesto.

William Douglas é juiz federal e professor.

 Confira toda terça-feira os maravilhosos artigos de Wilian Douglas aqui no Portal Virtude Gospel!!! 

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Confira mais um artigo genial de Wilians Douglas: A arca de Noé e os concursos públicos

maio 15, 2010 por Franksnei Rangel  
Categoria: Artigos

Wilians Douglas, Juiz Federal Evangélico

Você deve conhecer a história da Arca de Noé. O mundo estava indo de mal a pior e Deus, vendo que Noé era um homem justo, diferente, avisou-o de um grande dilúvio que inundaria a Terra. Foram dadas todas as instruções para a construção de uma grande arca que pudesse salvar Noé, sua família e um casal de cada animal.

Noé, confiante na palavra recebida dos céus, inicia a construção e passa a ser objeto do escárnio de todos. Ninguém podia acreditar que viria uma chuva tão grande assim, e acharam que Noé tinha perdido o juízo. Noé suportou anos e anos de ironias e achincalhes, pois a construção não foi concluída rapidamente.

Contudo, quando a Arca finalmente ficou pronta, veio a chuva, por 40 dias seguidos e toda a Terra ficou inundada. Existem vários estudos e teorias sobre se a história aconteceu mesmo ou é apenas uma lenda, sobre como era a arca, onde ela está etc. Há explicações geológicas para a história, questionamentos, etc., e, em parte, crer que aconteceu é uma questão de fé. Por outro lado, há mais de 270 registros diferentes para essa história, em culturas e povos totalmente diferentes e espalhados por todo o mundo. Mas para o fim que pretendo, não importa se você acredita ou não que o fato aconteceu.

O que importa é que, na história, ou lenda, Noé passa muito tempo na Arca, mas salva sua vida e a de seus familiares, e a bicharada toda. Os concursos são muito parecidos com a história da Arca, acredite.

O mundo estava indo de mal a pior. Do mesmo modo, o concurseiro lida com uma série de problemas acontecendo no mundo e na sua vida. Há o desemprego, a necessidade de sustento, de estabilidade, etc.

É preciso alguém fora da média. Para entrar nesse desafio, a pessoa não pode ser alguém comum, que não quer mudar nada na própria vida. Se você está lendo este artigo, com certeza é uma pessoa que tem planos e está buscando caminhos para realizá-los. No mínimo, está se municiando de motivação para fazer o que tem que ser feito, e isto fica por conta dos meus outros colegas professores, que tratam das matérias que caem na prova. Mas você precisa estar inteiro para ir aprendê-las.

É preciso uma “inspiração”. Noé foi movido por um Deus que, dos céus, lhe deu a missão. E você? Mesmo que não seja por ordem divina, espero que sua inspiração venha de cima, dos céus, do desejo por momentos, situações e condições melhores, mais altas. Descubra o que faz você se dispor a construir a sua arca.

Como construir a arca. Já existe disponível toda a informação necessária para se preparar, para aprender a se organizar, estudar, fazer provas e, claro, aprender as matérias que constam do Edital. Existe um “mapa ” da mina, uma instrução sobre “como construir a arca”. É só procurar as orientações e segui-las. Claro que esse “só” é uma tarefa trabalhosa e que demanda tempo, mas ainda é melhor do que não ter uma arca quando começar a chover.

Raramente alguém constrói sozinho, ou se salva sozinho. De um modo geral, fica mais fácil construir a arca quando você tem o auxílio da família, dos professores, dos livros, dos cursos. Se eu não tivesse ajuda nenhuma, não desistiria, mas se for possível buscar ajuda, por que desprezar esse elemento? Ao lado disso, quando você consegue sucesso, isso vai refletir-se na vida de todos os que estão ao seu redor e, espero, no melhor atendimento daqueles que forem precisar de sua competência, educação e honestidade quando você estiver atuando como servidor.

Oposição. Ninguém constrói nada sem oposição. Quanto maior o projeto, maior o número de pessoas que vai desconfiar, dizer que não dá,que é difícil. Pior que o debochado é aquele que se coloca como amigo, dizendo para não sonhar tão alto. Seja a forma que a oposição aparecer, reconheça-a: é oposição. Não pare a construção só por causa dela. O concurseiro é alguém que vê a chuva muito antes de ela começar a cair. É alguém que, aliás, começa a estudar muito antes de o edital ser publicado. Ele se antecipa, planeja e constrói, apesar da oposição. Disseram que Noé era maluco. Dirão o mesmo de você.

Toda construção leva tempo. Noé suportou anos e anos de ironias e achincalhes, pois a construção não foi concluída rapidamente. Na hora em que pensar nos prazos, recomendo reler os “mantras” e a lembrar da “inspiração”, ou seja, de qual foi o sussurro que fez você querer construir a arca.

Muito bem, você precisa construir a Arca. A decisão de construir equivale à decisão de entrar de cabeça, de corpo e alma, nesse projeto. E, claro, entrar para ficar no “sistema” até conseguir o resultado pretendido.

Quando você ingressa no “sistema concursos” irá levar um tempo até construir a arca. Sofrerá oposição, terá dúvidas, pois assim como Noé construía sem ver nenhuma chuva, você passará muito tempo construindo sem ver o resultado. Às vezes, parece que quanto mais estudamos mais difícil fica, ou que as coisas estão se tornando mais complicadas na medida em que não somos logo aprovados. Mas é assim mesmo que as coisas funcionam.

E o que é a Arca? A Arca é o conjunto de atitudes, pensamentos, comportamentos, técnicas e conhecimentos que irão fazer você flutuar em meio à tempestade. É o conjunto de tudo o que você for aprendendo a fazer para sobreviver em meio à chuva, à inundação (de problemas, dúvidas, reveses) até que, depois de um tempo, a chuva passa, a água baixa, e você põe os pés em terra firme. E toma posse no seu cargo.

Então, depois disso, depois de Noé sair da Arca com sua família, havia todo um mundo novo para reconstruir. E assim será com você, que após a aprovação terá todo um novo mundo para conhecer, construir e aproveitar.

Portanto, aí vai a dica de hoje: Inspire-se, construa, persista, navegue. A chuva vai chegar para todos, mas quem tem uma boa arca é que vai passar bem por ela. Construa a sua

 Fonte: www.wiliansdouglas.com.br

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