Soneca à tarde melhora habilidades mentais, mostra pesquisa
fevereiro 22, 2010 by Franksnei Rangel
Filed under Saúde
Dormir uma sesta (a soneca do início da tarde) não apenas renova o cérebro como também melhora as habilidades mentais, afirma um estudo divulgado na conferência anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS), ocorrida no fim de semana em San Diego, Califórnia (EUA).
“O sono tem efeitos reparadores após um prolongado período de vigília, mas também aumenta as capacidades neurocognitivas em comparação com as que existiam antes de dormir”, disse Matthew Walker, professor de psicologia da Universidade de Berkeley e coordenador do estudo.
A pesquisa examinou 39 adultos jovens divididos em dois grupos: um deles dormiu a sesta e outro não.
Ao meio-dia, todos os participantes foram submetidos a exercícios mentais destinados principalmente a ativar o hipocampo, uma região do cérebro que ajuda a armazenar informações. Os dois grupos tiveram rendimento similar.
Às 14h, o grupo selecionado para a sesta dormiu por 90 minutos, enquanto os outros permaneceram acordados.
Mais tarde, às 18h, todos os participantes do estudo foram submetidos novamente a uma série de exercícios mentais, nos quais deveriam memorizar informações.
Os que ficaram acordados o dia todo tiveram queda de rendimento na comparação com os exercícios anteriores. Já os participantes que tiraram um cochilo registraram um rendimento consideravelmente melhor e também melhoraram as habilidades.
Os resultados apoiam a hipótese de que o sono é necessário para apagar a memória a curto prazo no cérebro e abrir espaço para novas informações, segundo Walker.
Fonte: Folhaonline
Internet supera a TV como mídia favorita diz grupo mundial de marketing

Marketing
Realizada em setembro pelo grupo mundial de marketing Synovate, uma pesquisa sobre mídia e publicidade revelou que a internet superou a TV como mídia favorita. A pesquisa foi realizada em 11 países: Austrália, Brasil, Canadá, China, Espanha, Estados Unidos, Holanda, Hong Kong, Índia, Reino Unido e Taiwan, e entrevistou 8,6 mil pessoas.
A web foi considerada como veículo mais indispensável por 70% dos entrevistados, superando por ligeira margem a televisão, considerada indispensável por 69% das pessoas. Ainda de acordo com o estudo, 41% dos entrevistados se declararam dispostos a aceitar mais publicidade na internet se em troca disso recebessem descontos. A ideia se mostrou especialmente popular na Espanha, Austrália, Estados Unidos, Reino Unido e China.
Mais de dois terços dos entrevistados também afirmaram que há comerciais demais na TV, e 39% deles disseram haver propaganda demais na internet. Quase todos, 87%, tentavam de forma ativa evitar publicidade no rádio e TV, desligando os aparelhos ou mudando de canal, enquanto dois terços evitam sites que apresentam publicidade intrusiva.
No entanto, apenas 31% dos entrevistados estariam dispostos a aceitar mais anúncios pelo telefone (fixo ou celular) em troca de uma conta mais barata. Os espanhóis foram os mais favoráveis à proposta (58%), seguidos por chineses e brasileiros (ambos 42%).
Mau uso de internet reflete comportamento na vida real, diz pesquisa
|
A pesquisa conclui que o mau uso da internet é consequência, e não causa, de determinado funcionamento psicológico. Namoro virtual, compras, amizade virtual. Acha que realmente a internet pode ser uma fuga para as pessoas que já têm uma tendência para depressão e déficit de atenção? “Elas deixam de ler um livro, sair para fazer um exercício, passear. Acabam acumulando dentro de si problemas que podem ser realmente a consequência de uma depressão. Mas têm pessoas que conseguem superar a vergonha e a timidez com a internet”, diz uma jovem. “Acho que pode ser uma maneira de a pessoa se esconder mais do dia a dia, das pessoas”, diz um jovem. |
|
|
Mãe pode passar câncer a bebê no útero, diz estudo

- Os médicos ressaltam que este tipo de ‘contágio’ é extremamente raro
Este tipo de “infecção” é objeto de estudos médicos há mais de cem anos, e acreditava-se que as defesas imunes do bebê fossem capazes de destruir as células doentes que porventura atravessassem a placenta.
No entanto, existem 17 casos documentados de mães e filhos que parecem ser vítimas do mesmo câncer: leucemia ou melanoma.
O estudo recém-publicado examina o caso de uma japonesa e de seu neném, ambos com leucemia.
Através de sofisticadas técnicas de identificação genética, os especialistas chegaram à conclusão de que o câncer da criança foi passado pela mãe – as células tinham uma mutação genética cancerosa idêntica.
‘Invisíveis’
Os pesquisadores também teriam conseguido comprovar que esse gene não poderia ter sido herdado da mãe, ou seja, o bebê não teria desenvolvido leucemia se tivesse crescido isolado da mãe.
Os cientistas também tentaram entender por que o sistema imunológico da criança não reconheceu as células cancerosas como ameaça e, por isso, não as destruiu.
A resposta, segundo a pesquisa, estaria na ausência de determinado material genético nas células cancerosas que seria essencial para a identificação delas por parte do sistema imunológico da criança.
“Parece que nesse caso e, presumimos, que em outros também em que o câncer passou de mãe para filho, as células cancerosas maternas atravessaram a placenta do feto em desenvolvimento e foram bem-sucedidas em se implantar, porque eram invisíveis ao sistema imunológico”, afirmou o professor Mel Greaves, que coordenou a equipe de pesquisadores.
O médico ressaltou, no entanto, que a transferência de câncer de mãe para filho é extremamente rara e que as chances de uma mãe passar a doença para o seu filho são remotas.
A pesquisa também foi financiada pela organização Pesquisa de Leucemia. Um representante do grupo, David Grant, afirmou que os resultados devem ajudar a concentrar os esforços em primeiro reforçar o sistema imunológico e depois tentar curar pacientes com este câncer.
Fonte: BBCbrasil
Pesquisa sobre atuação de mulheres na igreja ganha livro
O foco principal do livro abrange o período de 1930 aos primeiros anos da década de 70. Nos anos 30, a Igreja Metodista passou a ser uma instituição autônoma, desvinculando-se da Igreja Metodista dos Estados Unidos. Nos anos 70, metodistas brasileiros passaram a admitir mulheres no ministério pastoral metodista.
Margarida Ribeiro, doutora em Ciências da Religião, na área Teologia e História, coordena o Programa de Extensão da FaTeo. A pesquisa desenvolvida pela professora pretende contribuir para uma avaliação crítica da mentalidade de mulheres a respeito de sua atuação no campo religioso brasileiro.
O livro é um lançamento da Editora Oikós, de São Leopoldo, e será apresentado nos cultos comunitários da manhã e da noite desta quarta-feira, agendados na FaTeo, da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), que tem sede em Rudge Ramos.
Fonte: ALC
Cerca de 70% das escolas particulares adotam práticas religiosas
Levantamento feito pelo Correio com 152 escolas filiadas ao Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF (Sinepe-DF) mostra que 72% dos colégios de ensinos fundamental e médio têm práticas religiosas (o índice representa 56 instituições).
O Brasil, as unidades da Federação e os municípios são laicos. O artigo 19 da Constituição proíbe o estabelecimento de qualquer relação de dependência ou até aliança de governos e órgãos públicos com igrejas ou cultos religiosos. O direito individual de ter ou não religião também aparece na mesma lei. O artigo 5º garante como “inviolável a liberdade de consciência e de crença”. A realidade é bem diferente, no entanto, para os pais de crianças e adolescentes do Distrito Federal quando em jogo está a escolha da escola particular para os filhos.
A instituição privada tem direito a adotar publicamente uma crença religiosa ou se vincular a uma congregação — católica ou protestante. Mas precisa se submeter à lei máxima, ou seja, não pode restringir o acesso a estudantes que professem a mesma fé nem impor suas convicções a pais e alunos. Levantamento feito pelo Correio com todas as 152 escolas filiadas ao Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF (Sinepe-DF) mostra que 72% dos colégios só de ensino fundamental ou de ensinos fundamental e médio têm práticas religiosas (o índice representa 56 instituições). Na sondagem, foram descartadas as escolas de ensinos infantil e profissionalizante. Com o corte, avaliaram-se as ofertas de 78 centros de ensino, considerando apenas as matrizes. É o caso do Colégio La Salle, que aparece quatro vezes na lista de filiados no Sinepe, mas apenas uma no levantamento do Correio.
Em quase metade dos casos, a própria instituição se define como confessional — a que elege publicamente o credo — e filantrópica. No restante, a palavra de Deus aparece de forma discreta em uma oração no início da aula ou na hora de comer a merenda. A relação de religião e educação incomoda o funcionário público Arthur Passos da Silva, de 45 anos. “Queria um colégio perto de casa e de qualidade. Só encontrei escolas religiosas e acabei matriculando o David em uma escola mais longe”, conta o pai do adolescente de 14 anos. “Hoje, ele vai e volta de transporte escolar”, completa.
A postura mais radical do pai é rara, de acordo com o professor de ensino religioso do Colégio Santo Antônio Francisco de Matos Barros. “A religião é uma forma de passar valores importantes para a meninada. Nem todas as famílias com crianças matriculadas aqui são católicas”, diz o professor. “Explicamos aos pais que o conteúdo ajuda a formar um cidadão melhor.”
Sem proselitismo
Nas aulas de ensino religioso do colégio são tomados alguns cuidados. Nem Francisco nem os outros dois professores de ensino religioso usam correntes com medalhas de Nossa Senhora ou qualquer imagem de santo. Também não é comum vê-los falando do catolicismo. A lei de Diretrizes e Bases da Educação proíbe o proselitismo, ou seja, não permite que docentes façam propaganda de religiões em sala de aula. Na lei, porém, não há referências a imagens ou textos de orações espalhados pelos centros educacionais. No Colégio Santo Antônio, por exemplo, cartazes com o desenho de um frei franciscano apresentam palavras de inspiração, como disciplina, fraternidade e confiança.
Para os pais, é fácil identificar que o Santo Antônio é uma escola religiosa. O mesmo vale para o Marista, a Escola São Carlos ou o Colégio Imaculada Conceição. No segmento católico, adotam-se, em geral, nomes de santos. Mais difícil é atentar para esse detalhe quando a instituição é de direito privado e não é “batizada” com nomes religiosos ou títulos da igreja. O Dromos, que funciona na Asa Sul e no Sudoeste, é uma escola laica, mas tem missas e orações ecumênicas. No Centro de Ensino Alegria de Viver, em Taguatinga, os alunos de ensino fundamental e os do ensino infantil fazem uma oração pedindo um bom dia, uma boa aula e benção todos os dias.
O mesmo ocorre no Instituto de Educação Inédito, também localizado em Taguatinga. Lá, às segundas-feiras durante a hora cívica, a meninada reza um Pai Nosso, que é considerada pela direção uma oração universal e se encaixaria em todas as crenças.
Carta Magna
A Constituição do Brasil de 1988 é a sétima desde a independência do país (alguns juristas consideram a ampla Emenda Constitucional de 1969 um nova carta magna, mas ela não entrou como tal nessa listagem). A lei fundamental e suprema do Brasil serve de parâmetro de validade a todas as demais leis e se situa no topo do ordenamento jurídico nacional.
Facultativo aos estudantes
Pouca gente sabe, mas o ensino religioso é obrigatoriamente oferecido nas escolas públicas. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, de 1996, o ensino religioso passou a ser parte integrante da educação básica das escolas municipais, estaduais e federais como disciplina dos horários normais do ensino fundamental — “assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo” — cita a lei. A regra, no entanto, é facultativa aos alunos. Ou seja, quem não quiser assistir à aula de religião não precisa.
Na prática, os pais devem ser informados da oferta de ensino religioso no momento da matrícula do filho. Vale destacar que os sistemas de ensino de cada estado ou município regulamentarão os procedimentos para a definição dos conteúdos do ensino religioso e estabelecerão as normas para a habilitação e admissão dos professores. No Distrito Federal, existe uma comissão na Secretaria de Educação que trabalha na normatização da oferta.
Na Câmara dos Deputados, tramita um acordo internacional que pode colocar lenha na fogueira. No próximo dia 5, a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional vota um acordo entre o Brasil e o Vaticano, relativo ao Estatuto da Igreja Católica. O texto prevê o ensino religioso em escolas públicas, mas, como se baseia em recomendação do Vaticano, cria uma tendência católica no ensino. O Estatuto seria votado na semana passada, mas foi adiado por causa da polêmica.
GLOSSÁRIO
Entenda as definições das escolas:
Laica
É o colégio cuja proposta pedagógica não tem influência de qualquer prática religiosa. No caso de instituições particulares, também é a de sentido estrito, ou seja, instituída e mantida por uma ou mais pessoas físicas ou jurídicas de direito privado.
Religiosa
Engloba as escolas particulares confessionais ou filantrópicas que, de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), recebem benefícios, como isenção de alguns impostos. Esses estabelecimentos têm aula de ensino religioso na grade de horários.
Com práticas religiosas
São as escolas laicas, ou seja, as com fins lucrativos, mas que — dentro da rotina escolar — incluem orações ecumênicas em salas de aula, nas reuniões de alunos ou em horas cívicas.
Fonte: Badauê online
Pesquisa revela que renascimento da religião está mais presente no Brasil que na maioria dos países

Jovem cristão lendo a bíblia
Com mais de 20 tatuagens estampadas no corpo, dois piercings no nariz e um alargador de orelha, a paulistana Fernanda Soares Mariana, de 19 anos, parece estar montada para um show de rock. Apenas a Bíblia que ela carrega nos braços sugere outro destino.
Fernanda, a despeito do visual, está pronta mesmo é para encontrar Jesus. “A igreja não pode julgar. Ela tem de estar lá para transformar sua vida, e não sua aparência”, afirma. A igreja que Fernanda escolheu não a julga pelo figurino. Numa noite de domingo, no templo da Bola de Neve Church do Rio de Janeiro, o que se vê são fiéis vestindo bermudas e camisetas com estampas de surfe. Boa parte exibe tatuagens como as de Fernanda.
No altar, uma banda toca música gospel, enquanto a vocalista grita o refrão “Jesus é meu Senhor, sem Ele nada sou”. Na plateia, cerca de 300 pessoas acompanham o show em catarse, balançando fervorosamente ao som da música. A diaconisa Julia Braz, de 18 anos, sobe ao palco de cabelo escovado e roupa fashion. Põe a Bíblia sobre uma prancha de surfe no púlpito e anuncia: “O evangelismo tá bombando!”. Amém.
Cultos voltados para os jovens, como a igreja da Bola de Neve, revelam um fenômeno: mostram que o jovem brasileiro busca formas inovadoras de expressar sua religiosidade. Em 1882, o filósofo alemão Friedrich Nietzsche assinou a certidão de óbito divina com a célebre afirmativa: “Deus está morto”. Para ele, os homens não precisariam mais viver a ilusão do sobrenatural. Nietzsche não foi o único.
O anacronismo da fé religiosa era uma premissa do socialismo. “A religião é o ópio do povo” está entre as frases mais conhecidas de Karl Marx. Para Sigmund Freud, a necessidade que o homem tem de religião decorreria de incapacidade de conceber um mundo sem pais – daí a invenção de um Deus.
A influência de Marx e de Freud no pensamento do século XX afastou gerações de jovens da fé. Mas a derrocada do socialismo e as críticas à psicanálise freudiana parecem ter deixado espaço para a religiosidade se manifestar, sobretudo entre os jovens. “Aquilo que muitos acreditavam que destruiria a religião – a tecnologia, a ciência, a democracia, a razão e os mercados –, tudo isso está se combinando para fazê-la ficar mais forte”, escreveram John Micklethwait e Adrian Wooldridge, ambos jornalistas da revista britânica The Economist, no livro God is back. Para os jovens, como diz o título do livro, Deus está de volta.
Uma pesquisa inédita do instituto alemão Bertelsmann Stifung, realizada em 21 países, revela que esse renascimento da religião está mais presente no Brasil que na maioria dos países. O estudo mostra que o jovem brasileiro é o terceiro mais religioso do mundo, atrás apenas dos nigerianos e dos guatemaltecos.
Segundo a pesquisa, 95% dos brasileiros entre 18 e 29 anos se dizem religiosos e 65% afirmam que são “profundamente religiosos”. Noventa por cento afirmam acreditar em Deus. Milhões de jovens recorrem à internet para resolver seus problemas espirituais. Na rede de computadores, a diversidade de crenças se propaga como vírus. “Na minha geração só sabia o que era budismo quem viajava para o exterior”, diz a antropóloga Regina Novaes, da Universidade de São Paulo e ex-presidente do Conselho Nacional de Juventude. “Hoje, com a internet, o jovem conversa com todo o mundo e conhece novas religiões.
A internet virou um templo.” Mais talvez do que isso, ela se converteu no veículo ideal de uma religião contemporânea e desregulada, que pode ser exercida coletivamente sem sair de casa e sem submeter-se a qualquer disciplina.
Fonte: GospelJoven/VirtudeGospel.com

Pesquisadores de Taiwan analisaram 2,3 mil crianças que usam internet. Aquelas que navegavam compulsivamente já tinham sinais de depressão.






